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Doces e ultraprocessados: como lidar sem demonizar os alimentos

  • Foto do escritor: kidzenithco
    kidzenithco
  • 29 de set de 2025
  • 3 min de leitura
criança comendo doce

Festa de aniversário, visita à casa dos avós, passeio no shopping… em todas essas situações, um elemento costuma aparecer: doces e alimentos ultraprocessados. Eles fazem parte da nossa cultura alimentar e estão cada vez mais presentes no dia a dia das famílias.

O desafio para os pais é equilibrar: como permitir que a criança experimente sem transformar o doce em vilão — e, ao mesmo tempo, sem deixá-lo virar rotina?

Neste artigo, vamos falar sobre como lidar com esses alimentos de forma equilibrada, sem demonizá-los, mas também sem deixar que tomem o lugar da comida de verdade.

O que são alimentos ultraprocessados?

Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira, ultraprocessados são produtos prontos ou semiprontos que passam por várias etapas de processamento industrial, com adição de corantes, conservantes, aromatizantes e outros aditivos.

Alguns exemplos comuns:

  • Refrigerantes, sucos de caixinha e achocolatados prontos;

  • Biscoitos recheados, salgadinhos de pacote, bolinhos industrializados;

  • Macarrão instantâneo;

  • Produtos congelados prontos (nuggets, lasanha, pizzas);

  • Doces industrializados.

Eles costumam ter excesso de açúcar, sal e gorduras e baixo valor nutricional, quando comparados a alimentos in natura ou minimamente processados.

Por que não é indicado oferecer em excesso?

O consumo frequente de ultraprocessados pode estar relacionado a:

  • Maior risco de obesidade infantil;

  • Déficit de nutrientes importantes, como ferro e fibras;

  • Alterações no paladar (a criança se acostuma a sabores muito intensos e rejeita alimentos naturais);

  • Problemas de saúde a longo prazo, como colesterol alto e hipertensão.

Mas aqui está o ponto-chave: proibir radicalmente pode ser tão prejudicial quanto oferecer sem limites.

Como lidar sem demonizar os alimentos?

A ideia não é transformar doces e ultraprocessados em vilões proibidos, mas sim ensinar a criança a lidar com eles de forma equilibrada. Algumas estratégias podem ajudar:

1. Evite o rótulo de “comida proibida”

Quando um alimento é totalmente vetado, ele ganha status de “tesouro”. A criança pode acabar desejando ainda mais e até escondendo quando comer.

2. Não use doce como recompensa

Frases como “Se você comer o brócolis, ganha sobremesa” reforçam a ideia de que o doce é mais valioso que o alimento saudável.

3. Dê o exemplo

As crianças aprendem observando. Se os pais consomem refrigerante todos os dias, será mais difícil transmitir a ideia de que é algo ocasional.

4. Inclua em momentos especiais

Reserve o consumo para ocasiões sociais, como festas, finais de semana ou passeios. Assim, eles não entram na rotina diária.

5. Ofereça equilíbrio no prato

Se houver bolo no aniversário, tudo bem. No dia seguinte, priorize frutas, verduras e alimentos caseiros.

6. Estimule a autonomia

Converse com a criança sobre os efeitos dos alimentos no corpo de forma simples e educativa. Isso ajuda a construir consciência em vez de culpa.

Transformando doces e guloseimas em aprendizado

Uma ideia interessante é envolver a criança no preparo de receitas caseiras. Por exemplo:

  • Bolo de cenoura feito em casa em vez de bolinho de pacote;

  • Picolé de frutas natural em vez de sorvete ultraprocessado;

  • Pipoca feita na panela em vez da de micro-ondas pronta.

Dessa forma, ela aprende que é possível comer algo gostoso, mas mais nutritivo.

Quando se preocupar?

Se a criança apresenta um consumo muito frequente de ultraprocessados, recusa constante de alimentos frescos ou alterações no peso, pode ser hora de conversar com o pediatra ou nutricionista infantil. A ideia não é gerar culpa, mas buscar estratégias para ampliar a aceitação da comida de verdade.

Conclusão

Doces e ultraprocessados fazem parte da vida — e negar isso é irreal. O segredo está no equilíbrio, na oferta consciente e no exemplo da família. Quando não há proibição rígida, mas também não há consumo liberado, a criança aprende a se relacionar de forma saudável com todos os tipos de alimento.

Afinal, a alimentação não é só sobre nutrientes: é também sobre cultura, afeto e experiências em família.

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